Resenha sobre as palestras em comemoração do dia 8 de março de 2019.

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Resenha sobre as palestras em comemoração do dia 8 de março de 2019.

No dia 8 de março deste ano, em comemoração pela passagem do Dia Internacional da Mulher, a UNIFASS, em sua missão de transformar a sociedade através da educação, recebeu a professora convidada NATÁLIA PETERSEN NASCIMENTO SANTOS, mestra em Direito (UFBA) para, juntamente com a professora da casa DORA DIAMANTINO, palestrarem sobre MACHISMO ESTRUTUTRAL E O EMPODERAMENTO FEMININO.

Abrilhantaram o evento as mestras Tatiane Serfet, Adriana Maria Aureliano da Silva, e a diretora acadêmica, professora Dulce Feitosa

MACHISMO ESTRUTURAL é fenômeno afeto à cultura patriarcalista com nítida consequência em desfavor da mulher, enquanto EMPODERAMENTO FEMININO denota as formas pelas quais a mulher tem empregado e se reinventado para combater todas as espécies de violência.

DORA DIAMANTINO traçou um roteiro histórico e sociológico do papel da mulher na sociedade brasileira, desde o Brasil Império até a atualidade. Registrou que já na Constituição Republicana de 1891 asseguravam-se direitos à mulher, o que foi enfatizado na Era Vargas (Constituição de 1934), em razão do seu governo populista.

O conceito de violência contra a mulher é estrutural, decorrente do androcentrismo, pois revela-se como um fenômeno alusivo à cultura patriarcal, uma vez que tanto o patriarcalismo quanto a ideologia da inferioridade contribuíram ao longo de todos esses anos para uma imagem de dependência e de impotência da mulher, até mesmo como objeto de domínio masculino, explicou a mestra.

Voltando o olhar para a atuação feminina no mundo, DIAMANTINO registrou a relevância da participação da mulher como cidadã e o seu direito ao voto, sublinhando que a Nova Zelândia foi primeiro país a garantir às mulheres o direito político, em 1893 e que, somente após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha, Áustria, Dinamarca, Holanda e Canadá aderiram a essa conquista.

Foi enfatizado que as raízes modernas do movimento de conquista feminina situam-se na França do Século XVIII, notadamente em decorrência da Revolução Francesa. Atualmente, as diversas formas de violência têm destacado o machismo estrutural.

A professora DORA teceu breves considerações sobre o empoderamento feminino no atual contexto, relatando como a sociedade tem evoluído com a maior participação feminina no comércio, indústria, academia etc.

Historiou comportamentos masculinos hostis em desfavor da mulher nas diversas classes sociais, notadamente nas de baixa renda em razão da submissão econômica e social. Explicou que, no Brasil, há uma profunda desigualdade social, com disparidade econômica, problemas como desemprego, fome, miséria etc que propiciam o aumento da violência contra a mulher.

A mestra Tatiane Serfet discorreu, brevemente, sobre a violência praticada contra as mulheres refugiadas. Narrou que o Brasil é um país que tem revelado interesse acerca da causa dos refugiados, embora ainda incipiente. Ponderou que a sociedade brasileira está mais propensa à participação feminina nos contextos sociais, sublinhando que a contribuição das mulheres na renda familiar tem elevado, principalmente em razão dos novos modelos de famílias (monoparental, anaparental etc).

Asseverou a relevância de se analisar a inserção das mulheres refugiadas no Brasil, principalmente em razão das questões relacionadas às desigualdades de direitos e de políticas públicas. Relatou que as mulheres refugiadas, mesmo após deixarem seu país de origem em busca de refúgio, muitas vezes continuam a sofrer perseguições, assédios, violência de todo o gênero.

A palestra foi encerrado após as intervenções da plateia, a professora Dulce Feitosa passou às mãos das mestras os certificados, agradecendo pelas excelente apresentação.

As convidadas do evento: